Lojistas do Pop Center farão protesto contra não cumprimento de lei
16 de Outubro de 2017
Lojistas do Pop Center farão protesto contra não cumprimento de lei
Lojistas do Pop Center farão protesto contra não cumprimento de lei

Paralisação ocorre amanhã, entre 10h30min e 11h30min, e haverá bloqueio da Avenida Voluntários da Pátria em frente ao empreendimento

O Pop Center irá fechar amanhã (17). Entre 10h30min e 11h30min, os donos dos estandes paralisarão as atividades e farão um protesto silencioso em frente ao estabelecimento, na Avenida Voluntários da Pátria. O ato é em repúdio ao não cumprimento da lei municipal 10.605/2008, que trata sobre o comércio dos ambulantes nas vias de Porto Alegre.

Na paralisação, os lojistas vestirão roupas pretas e usarão adesivos com o número da lei repudiando a ação da prefeitura e dos ambulantes ilegais, e a avenida ficará fechada na quadra em frente ao empreendimento durante todo o tempo do protesto.

A referida lei prevê que será considerado comerciante ambulante ou prestador de serviço ambulante a pessoa natural ou jurídica que exerce atividade lícita e geradora de renda nas vias e nos logradouros públicos do Município de Porto Alegre, de forma personalíssima ou por meio de auxiliares, mediante alvará de autorização expedido pela SMIC.

No entanto, a própria prefeitura vem descumprindo a legislação, uma vez que hoje mais de três mil ambulantes estão nas ruas, enquanto o Pop Center, há cerca de quatro anos, tem 60 estandes vagos à espera de lojistas que exerçam regularmente suas funções. O empreendimento foi criado em 2009, justamente para tirar os ambulantes das ruas e oferecer melhores condições de trabalho a todos.

O movimento para paralisação do Pop Center partiu dos próprios lojistas, que escolheram Eva Maria Vargas, proprietária do estande 164, como interlocutora. Eva reitera o pedido de todos para que se cumpra a lei. A diretora do Pop Center, Elaine Deboni, ressalta a importância do empreendimento para os lojistas. “O Pop deu dignidade a essas pessoas que estão atuando legalmente aqui. São mais de três mil pessoas, em 800 lojas, que deixaram as ruas e vieram para cá onde têm o seu trabalho reconhecido. Agora, podem ter conta em banco, comprar carro, manter os filhos em boas escolas. A população pode achar que ao comprar algum produto na rua está ajudando o ambulante, mas na verdade não está. E a prefeitura precisa entender que não vai resolver esse sério problema liberando alvarás provisórios de trabalho para eles. O que a prefeitura precisa fazer é resolver esse grave problema imediatamente”.

Camejo Soluções em Comunicação | 16 de Outubro de 2017