Donos de bancas investem em melhorias no Mercado Público
14 de Setembro de 2017
Donos de bancas investem em melhorias no Mercado Público
Donos de bancas investem em melhorias no Mercado Público

Iniciativas colocadas em prática ao longo deste ano, além de aporte financeiro, têm o objetivo de oferecer um melhor atendimento aos clientes que procuram o tradicional prédio localizado no Centro de Porto Alegre

Prestes a completar 148 anos no dia 3 de outubro, o Mercado Público de Porto Alegre ainda não se recuperou completamente do incêndio que atingiu o prédio em 2013. No entanto, os mercadeiros, verdadeiros responsáveis por manter o local em atividade, não se cansam de buscar soluções para que a população gaúcha continue desfrutando do que o histórico prédio tem de melhor.

De acordo com Sérgio Lourenço, integrante da diretoria da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), depois do incêndio de 2013, já foram investidos pelos permissionários mais de R$ 2 milhões em melhorias no local e, em breve, um novo aporte financeiro será feito. “Vamos aplicar mais R$ 1,5 milhão para que o mercado fique aberto e, com isto, mantermos mais de 1200 postos de trabalho, vendendo produtos de excelente qualidade e com preços extremamente competitivos”, revela.

Lourenço ressalta que os donos das bancas estão buscando constantemente uma aproximação com a prefeitura para que não seja levada adiante a intenção de passar a gestão do Mercado para uma Parceria Público Privada (PPP), como cogitou o prefeito Nelson Marchezan Jr. “Essa alternativa não nos contempla e muito menos contempla a população. As pessoas que vêm até aqui buscam o melhor preço, mas além disso, recebem um atendimento diferenciado. Oferecemos as mais diversas opções para que o cliente saia sempre satisfeito. E acredito que temos conseguido fazer isso ao longo de todos esses anos”.

Recentemente, uma parceria entre a Ascomepc e a Coordenação dos Próprios, um braço da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre responsável pelo local, realizou a troca de inúmeras telhas que desde 1996 não recebiam manutenção. A medida solucionou o problema das goteiras que assolavam o prédio. Além disso, houve a substituição de 30 lâmpadas, o que melhorou a iluminação do local, bem como foi feita a limpeza de bueiros e a pintura da sala de descarte do lixo, que também foi equipada com uma prensa.

Outra ação que está sendo tomada pela associação é com relação ao Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). Há vários meses, os permissionários buscam solucionar o problema e protocolaram junto à Procuradoria Geral do município a intenção de fazer o plano com todas as adequações determinadas pela Lei Kiss, o que possibilitaria a reabertura completa do segundo pavimento, o mais prejudicado pelo incêndio.

Mais iniciativas

Com o intuito de aproximar ainda mais a comunidade do Mercado, em junho deste ano, os estabelecimentos se reuniram para organizarem o Mercado Enamorado, uma programação especial para o Dia dos Namorados que lotou os restaurantes e movimentou a região na noite de 12 de junho.

Em outubro, para a celebração do aniversário, haverá uma agenda repleta para receber os clientes que forem ao Mercado no dia 3. Música, dança, capoeira e um bolo gigante estão entre as atrações que serão oferecidas. “Tudo isso porque temos consciência da importância que o Mercado Público representa para a história do Rio Grande do Sul. Diariamente, estamos aqui das 7h30 até as 19h30 buscando fazer o melhor. Nas 110 lojas, uma infinidade de pessoas levanta todos os dias com um único objetivo: atender bem os nossos clientes”, afirma Lourenço.

Sobre o Mercado Público

O Mercado Público Central de Porto Alegre foi inaugurado em 1869. Inicialmente, foi construído para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. Hoje, é um tradicional ponto da Capital dos gaúchos.

Em 1973, o Mercado Público foi tombado como patrimônio Histórico e Cultural do Município. Atualmente, conta com mais de 100 estabelecimentos e uma pluralidade de serviços.

Cerca de 150 mil pessoas circulam todos os dias pela primeira construção que ocupou um quarteirão inteiro de Porto Alegre. E este número pode ser ainda maior em datas comemorativas como Páscoa e Natal, chegando a 250 mil pessoas.

Camejo Soluções em Comunicação | 14 de Setembro de 2017