02 de Agosto de 2017
Grupo GAMP projeta melhorias para setores de ginecologia, obstetrícia e de neonatalogia do HU de Canoas
Grupo GAMP projeta melhorias para setores de ginecologia, obstetrícia e de neonatalogia do HU de Canoas

O projeto de reorganização  do Serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia do Hospital Universitário de Canoas, administrado pelo Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e a Saúde Pública (GAMP), foi apresentado para representantes do Centro de Referência Saúde da Mulher, da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde. As mudanças devem começar a ser implantadas até o final deste semestre.

De acordo com a obstetra e ginecologista Edith Guerra, o projeto visa a melhoria do serviço que o GAMP presta aos pacientes. “Foram três meses de trabalho árduo para concluirmos essa proposta e vamos contar com o apoio de todos para a reorganização desse setor tão importante para a comunidade”, afirma.

A reorganização contempla: Implantação do Hospital DIA,  Implantação Banco de Leite Humano, Pronto Atendimento, Ambulatório de Alto Risco  Gestacional, aumento de 10 leitos no setor de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional, aumento de cinco leitos no Cuidado Intermediário Neonatal Canguru, reforma do Centro Obstétrico, implantação do Centro de Parto Normal, reforma do Alojamento Conjunto, reforma de uma unidade para Convênios, aumento de leitos para Alojamento Conjunto, Unidade de Internação Obstétrica, Unidade de Ginecologia Clínica e Cirúrgica e serviço de Ginecologia.

 

Banco de Leite é uma das prioridades

Edith destaca a importância da implantação do Banco de Leite Humano como uma das principais conquistas para as mulheres e os recém-nascidos. “Ministério da Saúde e UNICEF consideram que a promoção, a proteção e o apoio à prática da amamentação são imprescindíveis à saúde da criança, combate à desnutrição e à mortalidade infantil. Os Bancos de Leite Humano constituem uma medida eficaz para as políticas públicas de amamentação, mas sua instalação e funcionamento requerem uma normalização técnica específica, a fim de evitar riscos à saúde dos lactentes e lactantes”.

Com a instalação do Banco de Leite, o HU pretende ser um centro de promoção, proteção e apoio ao Aleitamento Materno, com capacidade de processar o Leite Humano Ordenhado e assegurar a distribuição do leite processado para UTIS Neonatal, Pediátrica e Enfermaria, sob prescrição de médicos ou nutricionistas.

Além disso, a criação de 10 novos leitos para a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional e outras cinco unidades de cuidado intermediário Neonatal Canguru representam um grande avanço no serviço prestado às mães que procuram o hospital.

 

Gestantes terão casa de apoio

Também está previsto no projeto o aluguel de um imóvel, próximo ao Hospital, para implantar a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, que contará com sala multiuso (espaço de estar e acolhimento das usuárias), cozinha/copa, quartos para alojamento das gestantes, bebês e puérperas (totalizando 20 camas), sala ala de atendimento multiprofissional, solário e área de serviço. 

Em atendimento à portaria 930/2008 que institui a Casa da Gestante como parte da Rede Cegonha, Edith destaca que o local estará vinculado à maternidade de alto risco, referência no Estado. “A Casa da Gestante é uma unidade para atendimento que possibilita o acompanhamento e intervenção nas situações de risco, propiciando melhores condições para que a gestação chegue ao final.  Assim, entre o atendimento ambulatorial de pré-natal (nível primário) e a internação hospitalar de maior complexidade (nível terciário) situa-se a Casa da Gestante (nível secundário)”, finaliza.  

Camejo Soluções em Comunicação | 02 de Agosto de 2017